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Chesf apresenta cenário de operação no NE

Sistema Chesf Publicado em 10/11/2022

Com transmissão para todo o País, o diretor de Operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Eletrobras Chesf), João Henrique Franklin, defendeu a necessidade de se estabelecer regulamentos que reconheçam a prestação de serviços por parte das usinas hidrelétricas, principalmente nos aspectos que contribuem para a segurança do sistema elétrico brasileiro. “Precisamos realizar ajustes na regulamentação, com o reconhecimento dos atributos das fontes de geração e a adequada remuneração dos serviços ancilares”, afirmou.

A fala ocorreu na tarde desta quarta-feira (9), no auditório do ONS Recife, durante a Reunião Técnico-Gerencial 2022, organizada pela Diretoria de Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS. João Henrique afirmou, ainda, que é necessário ampliar o processo de comunicação com os usuários das bacias hidrográficas, sobretudo no São Francisco, no sentido de divulgar as necessidades da operação do sistema eletroenergetico.

Ele lembrou que as alterações mais frequentes das vazões de saída dos reservatórios se deve ao advento de novas fontes variáveis, como as usinas eólicas. “O aumento ou diminuição das vazões dos reservatórios, embora em valores previamente estabelecidos, influencia na pesca, nas embarcações, na vida das pessoas nas margens do rio.”

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Ainda durante a palestra, o diretor fez uma breve explanação sobre o sistema eletroenergético da chesf, destacando a robustez de sua capacidade (35% da capacidade instalada de geração e 38% da capacidade de transmissão do grupo Eletrobras). Salientou os impactos que envolvem a operação do sistema e os ativos dos agentes de geração e transmissão com a presença das fontes variáveis.

"Ao longo dos anos, demos uma contribuição significativa ao sistema interligado, com avanços tecnológicos na geração e transmissão, sem descuidar das nossas responsabilidades sociais e junto aos usos múltiplos das águas", argumentou João Henrique. 

Ao lado do gerente do Centro Nacional do ONS, Ney Fukui da Silveira, ele abordou o avanço futuro na geração como, dentre outros, o desenvolvimento de projetos para instalação de plantas fotovoltaicas flutuantes nos reservatórios da Companhia, tais como a do reservatório de Sobradinho (BA) e de Boa Esperança (PI). Destacou ainda os investimentos em modernização das usinas hidrelétricas, "o maior da história da Empresa".

Sobre o período úmido, que se inicia neste mês, João Henrique alertou para o fato de que os reservatórios estão em ótimas condições de armazenamento, o que demanda atenção com as possibilidades do período chuvoso que se inicia.

Fotos: Vinícius Lima