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Chesf investe em projeto socioambiental na BA

Sustentabilidade Publicado em 26/09/2022

Um trabalho transformador financiado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está levando capacitação, desenvolvimento rural sustentável, emprego e renda e qualidade de vida para mais de 100 famílias agricultoras do Estado da Bahia. Trata-se do Projeto "Semeando Resiliência do Território Chapada Diamantina: Implantação de Núcleo Agroecológicos de Restauração Ambiental".


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Numa parceria com o Instituto Pedagógico de Desenvolvimento Agro-Social e Comunitário (Inpac), este projeto foi selecionado por meio do Edital de Projetos Socioambientais das Empresas Eletrobras 2021, que foca no desenvolvimento de ações de proteção e recuperação da biodiversidade nas regiões onde estão inseridos os seus empreendimentos. As Empresas Eletrobras também possuem metas visando potencializar essas ações e buscar um impacto líquido positivo na biodiversidade até 2025.

 

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De acordo com Carlos Monte, técnico da área de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) da Chesf, este projeto está beneficiando 21 comunidades rurais, das quais oito são quilombolas, situadas nas microrregiões dos municípios baianos de Abaíra, Barra da Estiva, Boninal, Piatã, Seabra, Ibicoara e Morro do Chapéu. "A Chesf investe nesse projeto que visa implantar unidades de produção agroecológica, atendendo às práticas de agricultura biológica regenerativa para restaurar a fertilidade dos solos, baixar custos de produção, obter maior retenção de água nos solos e restaurar o equilíbrio biológico perdido ao logo dos tempos", explica.

 

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João Paulo Pina (acima), diretor do Instituto Pedagógico de Desenvolvimento Agro-Social e Comunitário (Inpac), agradece o apoio fundamental da Chesf "que está possibilitando a execução do Projeto". Ressalta, ainda, a importância da formação continuada para que as comunidades possam, cada vez mais, obter seus objetivos de desenvolvimento rural sustentável, conquistando autonomia para o seu sistema produtivo e gerando auto suficiência, alimentos saudáveis e uma boa relação social.

 

"Como falam os orientais, 'faça do seu alimento o seu remédio', então esse é o objetivo do nosso projeto, fomentar a atividade rural, com ciência, capacitação e cursos, por isso a gente agradece à Chesf por estar realizando esse sonho que muitas comunidades têm para o futuro", complementa.


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Intercâmbio em Juazeiro

 

No dia 17 de setembro foi realizado no Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), em Juazeiro (BA), o intercâmbio entre agricultores beneficiados pelo projeto social "Semeando Resiliência no Território Chapada Diamantina: Implantação de Núcleos Agroecológicos de Restauração Ambiental".

 

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Durante todo o dia, os agricultores conheceram tecnologias de reuso de água cinzas, provenientes de afazeres domésticos, desenvolvidas pelo IRPAA, além de visita às instalações do Armazém de Agricultura Familiar.

 


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João Alberto de Souza (acima), da cidade de Andaraí, é um dos fundadores do Inpac. "Estamos aqui exatamente porque acreditamos na função social desse projeto apoiado pela Chesf, que é levar oportunidade e conhecimento, beneficiando as comunidades rurais e quilombolas do território da Chapada Diamantina com oficinas e instalação de equipamentos de tecnologias sociais, trazendo resultados positivos para a saúde e o meio ambiente".


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Para o agricultor Maurício Primo da Silva (acima), beneficiário da parceria Chesf/Inpac, "esse projeto trouxe a riqueza do conhecimento, que é uma coisa que a gente precisava muito para poder desenvolver nossa localidade e melhorar as nossas vidas".


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Janaína Rita (acima), agente comunitária rural da região de Seabra, trabalhadora da Associação de Molha Gibão e Alto da Estrela, elogia a realização do evento: "esse intercâmbio é muito importante porque a gente está aprendendo a reutilizar as águas cinzas para levar esse conhecimento para nossa comunidade que tem escassez de água".

 

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O estudante João Vitor Viana (acima), morador da zona rural de Piatã, participou do intercâmbio através da Associação da Comunidade da Bocaína. "Aprimorei meus conhecimentos e tudo o que aprendi aqui vou repassar para o pessoal de lá, já que não fazem um reuso eficiente da água, despejam no quintal, sem orientação, e dá para usar da maneira mais eficaz", pontuou.


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Cristóvão de Souza (acima), engenheiro ambiental, agricultor agroecológico e instrutor técnico do Inpac no município de Piatã, destacou que "as experiências somadas serão muito importantes para no retorno aplicar técnicas semelhantes e adaptadas para nossa região e, dessa forma, melhorar a agricultura, principalmente a familiar, promovendo, assim, mais autonomia das comunidades rurais e levar isso, de forma mais ampliada e aplicável para as comunidades quilombolas".

 

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Jessé Moreira (acima), diretor executivo do Inpac, enalteceu a parceria do Instituto com a Chesf no sentido de trabalhar as tecnologias sociais de convívio com a seca, reuso de água, produção de energias alternativas, com perspectivas de convivência com o semiárido. "Agricultores e agricultoras, produtores rurais necessitam de políticas públicas que venham nesse sentido de dar essa estrutura para conviver com a realidade na qual eles estão inseridos. Não nessa perspectiva de sair do seu ambiente, de sair da sua terra para auferir emprego ou renda, mas sim de conviver, ter o sustento da sua propriedade rural, do local onde ele nasceu e viveu. Então, a gente tem como perspectiva nesse projeto, nessas políticas públicas, a intenção de capacitar o agricultor a permanecer, gerar emprego e renda ali mesmo na sua terra", enfatizou.


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"Alinhada às políticas de Responsabilidade Social Empresarial, Ambiental e de Sustentabilidade, a Chesf investe, cada vez mais, em projetos sociais de proteção ao meio ambiente, à biodiversidade, às fauna e flora brasileiras e, também, e naqueles que promovam geração de emprego e renda, além de educação ambiental", salienta Cecília Sotero, gerente da área de RSE da Chesf.

 

Fotos: Zeca Teixeira