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Chesf incentiva São João em casa

Comunicação Publicado em 23/06/2020

A comemoração junina está entre as maiores tradições populares e sempre marca o mês de junho com grandes festas de rua, também, reuniões familiares. A maior comemoração é na véspera do dia 24 de junho, especialmente no Nordeste, região onde estão as principais instalações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

Este ano, a comemoração será de forma diferente, em casa. Não teremos Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) disputando quem tem o maior e melhor festejo, com o povo nas ruas e nos “arraiás”, sempre animados pelas quadrilhas juninas.

Mas a tradição continua. Como a cultura junina é rica em comidas típicas, decoração, vestimentas características, dança e as músicas podem ser acompanhadas até ao vivo nas Lives da Internet, a Chesf incentiva que o festejo seguro, este ano, seja em casa.

Sozinho ou com a família, cada pessoa, à sua maneira, vai festejar e “acender fogueiras em seus corações”, porque São João também é energia positiva!

Para reforçar a alegria junina, a Chesf convida todos os chesfianos a compartilharem fotos dos eventos familiares deste São João atípico e também, para enviar fotos de antigos festejos juninos. Esta festa está no coração dos nordestinos. Vamos fazer uma Fototeca Junina nas redes sociais e na intranet e continuar honrando as tradições! Se você é empregado, acesso o grupo Comunicação Teams ou leia o Chesfhoje para saber para qual e-mail enviar as fotos. Participe!

Saiba mais sobre os festejos juninos

As festas juninas homenageiam três santos católicos: Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). No entanto, a origem das comemorações nessa época do ano é anterior à era Cristã.

No Hemisfério Norte, várias celebrações aconteciam durante o solstício de verão – a data que marca o dia mais longo do ano, que acontece por lá nos dias 21 ou 22 de junho. Vários povos da Antiguidade aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas – celtas, nórdicos, egípcios, hebreus.

Os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam rituais importantes em junho. Eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram.

Sobretudo na Região Nordeste, as festividades juninas se desenvolveram mais efetivamente entre as populações rurais, estabelecendo um misto entre tradição cristã, crenças e costumes indígenas, e cultos de matriz africana.

Pouco é conhecido, mas os santos católicos – Santo Antônio, São Pedro e São João, tão reverenciados nessa época, são, respectivamente, Ogum, Xangô e Oxossi, no Candomblé.

Esse sincretismo teve origem durante a escravidão, já que os negros não podiam ter sua própria fé e eram obrigados a rezar para santos católicos. Para driblar essa imposição, eles usavam imagens dos santos em suas orações e as equiparavam a seus orixás.

Os dias em que são realizadas as festas dos santos e dos orixás também coincidem. O Dia de Santo Antônio, comemorado em 13 de junho, abre os festejos juninos. São João Batista, o Santo que empresta seu nome às festividades, tem seu dia comemorado em 24 de junho, e as tradicionais fogueiras de lenha simbolizam o seu nascimento. Já o Dia de São Pedro, é comemorado em 29 de junho, e representa o fim do ciclo junino.

E por falar em festa junina, as deliciosas comidas típicas também nasceram da união dos conhecimentos culinários dos indígenas, africanos e portugueses. E tem quem resista a essas iguarias feitas especialmente de milho, como os bolos, canjica, pamonhas, mungunzá e até mesmo o próprio cereal, que pode ser assado na brasa ou cozido, além dos quentões e dos pés-de-moleque?

E é por tudo isso, desta forma, procurando valorizar e resgatar as raízes, a cultura e tradição dessa marcante manifestação popular nordestina, que a Chesf presta sua homenagem, ao mesmo tempo que se orgulha de fazer parte dessa bela história e dos costumes de nossa gente. E Viva Santo Antônio, e Viva São Pedro, e Viva São João!

Fonte de pesquisa: Edições da Revista SuperInteressante.